Percorremos perigosos caminhos, estranhos percursos, de forma quase instantânea, assim que a intuição se torna invasora da mente. Será o destino? Seremos nós domados por algo mais forte?
Por entre as minhas reflexões sobre a vida e o mundo, encontrei na minha mente a ideia de destino, foi então que me comecei a questionar em relação aos caminhos que seguimos. Já imensas pessoas debateram este tema, mas é realmente algo que me suscita a curiosidade, talvez nunca conseguirei chegar à verdade, mas o que seria do mundo sem um pouco de mistério?
Outrora correram boatos (nunca dogmas) por entre as bocas de cidadãos incapazes de invocar qualquer reflexão, ou crítica, que nós, seres humanos, eramos comandados por uma força maior, por algo que seríamos incapazes de algum dia superar, que nasceriamos com um percurso definido, e com uma personalidade ja traçada, com uma missão que deveriamos cumprir, até que voltassemos a nascer com uma nova missão.
Custa-me no entanto pensar que este processo de "reciclagem" seja real. Seremos nós apenas um meio para atingir um fim? Seremos nós apenas marionetas, acorrentadas a um destino que já nos foi atribuido? Não teremos portanto sentido de liberdade? Seremos, desta forma, seres sem qualquer forma de livre-arbitrio? Prefiro acreditar que não, prefiro escolher acreditar que existem vários caminhos para uma realidade, e que como seres imperfeitos somos obrigados a errar, aprender, e viver, mas jamais acorrentados a um destino já traçado.
Não sejamos vítimas de um destino, como os escritores romanticos o foram, sejamos livres, vivamos sem correntes, soltemo-nos da prisão a que tanto o destino nos tenta trancar.

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