sábado, 26 de maio de 2012

Subjectividade da estética

 Vislumbro um vulto no espelho. É o reflexo do meu ser. Todos os dias vislumbro o mesmo reflexo, no entanto nem todos os dias contemplo a mesma beleza. Certos dias contemplo uma beleza divinal, que me faz caminhar sobre a água. Outros dias sinto-me como se devesse tornar-me invisível, para que ninguém reparasse na ausência da minha beleza. Ora se nunca deixo de ser quem sou, se nunca deixo de ver com os mesmos olhos, então porque será que o meu conceito de beleza se altera consoante os dias? Sim, porque a beleza é nada mais nada menos que um conceito definido consoante o tempo em que se vive.  Houve tempos em que as mulheres se escondiam sobre a sombra de um guarda-sol carregado pela sua leal criada, de modo a evitar que a sua pele fosse atingida pelos raios de sol. Isto porque nessa altura quanto mais clara fosse a sua pele, mais bonita seria a mulher. Com o passar do tempo esse conceito de beleza foi erradicado, dando lugar a um outro, a moda de quanto mais bronzeada fosse a mulher mais beleza lhe seria atribuída. Noutras comunidades a beleza da mulher deriva das marcas que lhe são gravadas no corpo, a sangue frio, é assim considerada a mais bonita a que mais marcas tem.
Isto leva-me à eterna questão: Será a beleza subjectiva? Ou um conceito universal plantado em nós pela sociedade em que estamos inseridos?
É certo que aquilo que um ser considera bonito, outro pode não o considerar, no entanto é de louvar o papel que a sociedade representa naquilo que os nossos olhos consideram "bonito".

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Acaricia-me no calor da noite, olha para mim quando estiver a dormir, dá-me a tua mão quando estiver presa nos meus mais profundos medos, acaricia o meu cabelo quando estiver fechada em pensamentos, limpa as minhas lágrimas quando elas tiverem necessidade de cair, oferece-me o teu casaco quando estiver a tremer de frio, oferece-te para me carregar quando estiver sem forças para continuar, sê a min...ha barreira contra todos aqueles que me quiserem derrubar, nao me julgues por palavras, visualiza as minhas atitudes, sê sincero sem que tenhas de ser rude, apresenta-te sem vergonha à minha família, sê capaz de me amar pelo que sou e não pelo que gostavas que fosse, elogia a minha inteligência e não o meu corpo, não tenhas vergonha de me dar a tua mão mesmo quando todos estiverem consomidos em invejosos olhares, não queiras ser o homem de um simples caso, sê o homem capaz de me levar ao altar, sê o homem capaz de não ter medo do amor, sê alguém que arrisca mesmo quando todos dizem que vais falhar, sê o homem capaz de me erguer acima de todas as mulheres que ja conheceste, sê homem para quando me convidares a sair não me levares ao mec, mas sim ao sítio onde gostavas que te levassem, corteja-me sem medo da minha reacção, leva-me a ver as estrelas e o luar sobre o mar.
Diz-me que sou uma mulher e mostra-me que és um homem!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Destino

Percorremos perigosos caminhos, estranhos percursos, de forma quase instantânea, assim que a intuição se torna invasora da mente. Será o destino? Seremos nós domados por algo mais forte?

Por entre as minhas reflexões sobre a vida e o mundo, encontrei na minha mente a ideia de destino, foi então que me comecei a questionar em relação aos caminhos que seguimos. Já imensas pessoas debateram este tema, mas é realmente algo que me suscita a curiosidade, talvez nunca conseguirei chegar à verdade, mas o que seria do mundo sem um pouco de mistério?

Outrora correram boatos (nunca dogmas) por entre as bocas de cidadãos incapazes de invocar qualquer reflexão, ou crítica, que nós, seres humanos, eramos comandados por uma força maior, por algo que seríamos incapazes de algum dia superar, que nasceriamos com um percurso definido, e com uma personalidade ja traçada, com uma missão que deveriamos cumprir, até que voltassemos a nascer com uma nova missão.

Custa-me no entanto pensar que este processo de "reciclagem" seja real. Seremos nós apenas um meio para atingir um fim? Seremos nós apenas marionetas, acorrentadas a um destino que já nos foi atribuido? Não teremos portanto sentido de liberdade? Seremos, desta forma, seres sem qualquer forma de livre-arbitrio? Prefiro acreditar que não, prefiro escolher acreditar que existem vários caminhos para uma realidade, e que como seres imperfeitos somos obrigados a errar, aprender, e viver, mas jamais acorrentados a um destino já traçado.

Não sejamos vítimas de um destino, como os escritores romanticos o foram, sejamos livres, vivamos sem correntes, soltemo-nos da prisão a que tanto o destino nos tenta trancar.






Irmã


Dia 4 de Novembro de 2002 pelas 20:00h nasceu uma linda bebé, um raio de luz, uma estrela cadente, capaz de iluminar vidas.

Esta bebé, este bambi, rapidamente começou a crescer, cada dia era uma evolução. As suas pernas torneadas e pequeninas cambaleavam a cada passo, com um medo terrível que força lhe faltasse, e a queda se tornasse inevitável. Mas depressa aprendeu que a cada passo seu, uma mão a amparava, a mão de quem a amava.

Pouco ou nada demorou até que começasse a construir a sua personalidade adquirindo aspectos que mais a caracterizavam, sensível e teimosa, directa e amável, impaciente e persistente, de tamanha força capaz de ultrapassar qualquer desafio.

Hoje, passados 9 anos, a chama deste bambi continua mais forte que nunca, e eu tenho bem presente na minha memória, todas as suas traquinices, todas as suas brincadeiras. Lembro-me de quando discutíamos, ou de quando brincávamos às cozinhas, assim como das suas primeiras palavras e dos seus primeiros passos. Relembro-me do quão rápido o tempo passa, e do quão lento é o processo de socialização.

Não estou aqui hoje para te dizer apenas mais umas palavras bonitas. Estou aqui para te relembrar de quem és, da pessoa carismática em que te tornaste, e do ícone que és para todos nós.

Ao longo da vida os teus caminhos encher-se-ão de buracos, e pedras, sedentas de inveja a tentarem bloquear o teu caminho, mas mais uma vez aqui estaremos nós, todos o que te amam, para tapar esses buracos, e retirar essas pedras. Aqui te prometo que não deixarei que te percas, pois serei a luz que te indicará o caminho.

Camila, meu bambi, não te deixes nunca corromper pela escuridão deste mundo, não tenhas nunca medo de abraçar a luz, pois ela já faz parte de ti, tu própria já és a luz de muitas vidas, com o teu simples sorriso. Procura a tua essência, encontra a felicidade, pois essa luz que brilha nos teus olhos é a chave do teu enigma.